Two Down, Two to Go: 3-10 to Yuma

Ontem foi o dia de ir assistir a "3-10 to Yuma" (ou, se quiserem, "O Comboio das 3 e 10"). O último filme de James Mangold, também responsável por, entre outros, "Walk the Line" (sobre a vida de Johnny Cash, com Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon), "Girl, Interrupted" (com Anjelina Jolie, Winona Ryder ou Vanessa Redgrave) ou "Cop Land" (que contou com a prestação de Silvester Stallone, Ray Liotta, Harvey Keitel, entre outros...).
Também neste "3-10 to Yuma", Mangold rodeia-se de excelentes actores como: Russell Crowe, Christian Bale, Peter Fonda, Ben Foster, Logan Lerman ou Luke Wilson, num papel mais pequeno. Esta é uma nova versão do filme de 1957, de mesmo nome, realizado por Delmer Daves, e conta a estória de Ben Wade, um ladrão e assassino do Velho Oeste, que é perseguido pela empresa dos Caminhos de Ferro, o seu principal alvo. Ben Wade, comete um erro e é apanhado principalmente devido à intervenção de Dan Evans, um rancheiro que está na miséria e em risco de perder as suas terras para a mesma empresa de Caminhos de Ferro. Ben Wade tem de ser levado até Contrition onde deve apanhar o comboio das 3 e 10 para a prisão de Yuma. Evans oferece-se para ajudar nessa viagem em troca de dinheiro (e também para demonstrar ao seu filho mais velho que é um homem com coragem e que faz as coisas) e assim começa a penosa caminhada.
Ben Wade, chefia um gang de homens violentos e selvagens, que têm gozo em matar mas que ao mesmo tempo nutrem (na sua maioria) um grande respeito por ele. [spoiler ?]Apesar de mostrar frieza na suas acções, Wade não é exactamente aquilo que parece e os seus objectivos de vida não se reduzem a roubar e matar por dinheiro. Ao longo do caminho até Contrition, Wade vai conhecendo melhor o seu oponente, que não é necessariamente o seu rival, ganhando respeito por ele. [fim de spoiler?]

"3-10 to Yuma" é, no fim de contas, um filme sobre honra, decência, fazer o que está correcto e respeito entre homens.

James Mangold assina aqui um grande filme, na minha singela opinião. [spoiler] Como todos os filmes, este apresenta a sua batalha final, mas não é como nos outros filmes, em que parece que é obrigatório tê-la, mesmo quando não há razão para ela existir, apenas existe porque faz parte da ordens das coisas. Aqui a batalha final é algo natural, é o que se espera quase desde o início do filme e termina de uma forma tão certa.. [fim de spoiler (se é que isto foi spoiler...)].

Quanto aos actores, o que hei-de eu dizer? Russell Crowe é um dos meus actores favoritos há já alguns anos e por isso sou suspeita, mas acho que ele aqui volta em grande, mesmo em grande! Melhor do que em "American Gangster". Christian Bale, um actor que também respeito, está, como sempre, perfeito - um actor que soube crescer nesta indústria... Ben Foster confirma o que já se tem dito sobre ele - está a tornar grande e se continuar assim quem sabe onde vai parar.

Penso que a revelação, aqui, está em Logan Lerman. Por acaso já conhecia este jovem actor da série "Jack and Bobby", que passava às tantas na RTP 1 às uns tempos...Penso que esta nova exposição pode ser o re-start na carreira de Lerman, mas só o tempo dirá se estou certa ou errada.

Só uma nota acerca da adaptação feita da estória de Elmore Leonard. Ele é o autor desta mas também de outras adaptadas ao cinema. Entre elas estão:

Bem, agora o próximo é que não sei qual será. Vai ser consoante a inspiração..

28 janeiro 2008

Finalmente...

Após meses sem ver filmes decentes no cinema (só de me lembrar do "The Invasion" ou d' "A Bússola Dourada"...ai ai...realmente a Nicole Kidman não anda a escolher nada bem os projectos em que se mete...) ontem vi logo duas obras excelentes, assim, de rajada (ou quase).

Tinha planeado ver o "Lions for Lambs" e o "Eastern Promises" à tarde, mas devido a pequenos detalhes nos horários, tive de prescindir do primeiro e ver o segundo - eu de vez em quando gosto de fazer estas sessões duplas. Calhou a ser nos cinemas do Campo Pequeno. Nunca lá tinha ido e não desgostei das salas: são confortáveis, são novas, têm bom som (se bem que o isolamente das salas não é o melhor - passei a sessão toda a ouvir os sons mais graves de uma sala ao lado...). Só tinham uma coisa que eu não gostei muito...um ecrã pequenino - eu pessoalmente não gosto muito, parece que estou a ver TV, por isso é que gosto sempre de ir para a metade mais à frente da sala - mas pronto, viu-se bem :)
Ora bem, quanto ao filme (que por sinal irá sair de salas, sem vir à minha terrinha, assim como o outro previsto para ver...), "Eastern Promises" (ou em português: Promessas Perigosas...) conta a estória de uma parteira, Anna (Naomi Watts), que assiste ao parto de Tatiana, uma adolescente vinda do Leste da Europa, a qual acaba por morrer - de forma suspeita - deixando uma menina órfã. Anna, devido ao seu próprio passado, interessa-se pela bebé e tenta descobrir a família de Tatiana, deslocando-se à zona ocupada pelos russos na cidade de Londres. Aí conhece Semyon (Armin Mueller-Stahl) , dono de um restaurante, o seu filho, Kirill (Vincent Cassell) e o motorista, Nikolai (Viggo Mortensen). À medida que Anna tem contacto com estas pessoas vai-se dando conta que não são quem parecem ser e que o perigo espreita na forma da Máfia Russa.
Apesar de ter apenas 1 hora e 40 minutos, não me fica nenhuma sensação de falta, estava lá tudo, a origem das personagens, o que as move, o que são. E pronto, sim, o filme tem algumas cenas de violência mais forte, mas não as achei completamente despropositadas, apesar de serem um pouco demais para quem não se sente muito à vontade com este género de imagens.
Eu já queria ver este filme há algum tempo, porque tenho vindo a gostar de Cronenberg (só ainda não é favorito, porque ainda não vi a sua filmografia toda, mas os que vi, gostei, excepto "Spider", que, admito, é um bocado à frente para mim, neste momento) e porque tinha Viggo Mortensen. Estava um bocado reticente em relação à Naomi Watts, mas gostei bastante da sua prestação. Viggo Mortensen estava, na minha opinião, irrepreensível. Armin Muller-Stahl, um actor que vejo pouco, foi também outro ponto alto neste filme.
Resumindo, aí está mais um filme do ano e mais um em lista de espera para a compra do DVD (é Natal meus amigos, o que me dizem? ;)

À noite foi a vez de outro grande filme: "American Gangster". Mais uma nova associação entre o realizador Riddley Scott e o actor Russell Crowe (por sinal, um dos meus actores favoritos) e mais uma associação entre os actores Russell Crowe e Denzel Washington (se bem se lembram este dois meninos já tinham participado juntos no filme "Virtuosity").
"American Gangster" é mais um filme sobre mafiosos, mais precisamente, sobre a ascensão e queda de Frank Lucas (Denzel Washington). Este surge do nada após o seu patrão e mentor, Bumpy Johnson, falecer, tomando o lugar deste como principal distribuidor de heroína em Nova Iorque. Lucas não compra a intermediários, mas vai directamente à fonte de produção de droga, obtendo heroína com um elevado grau de pureza e a um preço muito mais baixo que a concorrência. E como é que ele faz isto? Nesta altura está a decorrer a Guerra do Vietname e através dos seus contactos, Lucas consegue falar directamente com o produtor de heroína no continente asiático e transportar enormes quantidades de droga nos próprios aviões da Força Aérea Americana. Com esta inundação do mercado com droga de alta qualidade, as Forças Policiais Federais acordam para o problema da droga e tentam organizar-se a nível nacional para abater os cabecilhas da Máfia que estarão por detrás disto. Aqui entra o detective Richie Roberts (Russell Crowe) que é convidado a formar uma força policial local com esse mesmo objectivo.
E basicamente é isto. Acho que já falei demais, mas pronto.
"American Gangster" é, apesar de ter grandes actuações de muito bons actores, o filme DE Denzel Washington. Ele arrebata todas as cenas em que está e na minha singela opinião, só Russell Crowe lhe consegue fazer frente nesse aspecto (tell me I'm wrong...). Russell Crowe está, como sempre, mais que bem - se bem que para fazer este filme, na maioria das cenas não precisa de actuar muito não é verdade (acho que para a pancadaria ele já tem um instinto nato...LOL).
Além dos actores já referenciados este filme inclui ainda muito boa gente em lugares secundários, mas não prescindíveis como: Ted Levine, Armand Assante, Cuba Gooding Jr., Josh Brolin, John Hawkes, Roger Bart.
Riddley Scott voltou aqui a fazer um excelente trabalho e assinou mais um filme do ano (eu não disse que finalmente tinha ido ver duas obras excelentes??).

Outros filmes a ver - e que provavelmente já não vou conseguir assistir numa sala de cinema :(
"The Brave One"
"Control"
"Beowolf"
"Elizabeth - The Golden Age"
"Le Scaphandre et le Papillon"
"Bee Movie" (este talvez consiga ver, mas só em versão original - que me perdooem os Marklianos, mas ver coisas dobradas não é a minha cena...)

P.S.: Visto que tenho pouca queda para a escrita, muitas vezes dou erros na sintaxe e ortografia. Se os detectarem, agradecia que me chamassem à atenção sff.

18 dezembro 2007