Esta semana tive a oportunidade de ir à ante-estreia do filme "The Golden Compass", já aqui referido antes. Mais uma vez, um filme com a participação de Nicole Kidman e Daniel Craig. E mais uma vez não me fez querer vê-lo outra vez.
Mas passemos à sinopse, para quem ainda não conhece. O filme passa-se num mundo um pouco diferente daquilo que conhecemos. Existem universos paralelos, unidos por algo designado "Poeira", que permite a passagem entre eles. Neste mundo em particular, as pessoas têm almas fora do corpo, com forma de animais, chamados demónios (penso que é aqui que há a tal polémica com a Igreja...mas que gente sem nada que fazer...). A protagonista é uma pequena menina, Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards), orfã, que vive, claro está, num orfanato, neste caso o Jordan College, onde é vigiada de perto pelo tio, Lord Asriel (Daniel Craig). Este é um explorador que se interessa muito pela busca desses mundos paralelos e da "poeira" mais p
ropriamente. No entanto há quem se oponha a esta busca e essas pessoas constituem o Magisterium, que claro, tem a sua própria polícia. No meio de tudo isto há algo que pode mudar tudo e isso é o Aletiómetro, a bússola dourada de que fala o título do filme. Esta bússola diz a verdade sobre tudo, mas apenas a quem a puder ler, o que é muito raro. E quem é que haveria de a poder ler? Quem? Quem? Ora pois, a menina Lyra. Devido a isto e outras coisas vai ser perseguida pelo Magisterium, mais precisamente pela Mrs. Coulter (Nicole Kidman), o que a vai levar até a outras regiões do Mundo, onde existem muitas criaturas fantásticas. (espero não ter introduzido grandes spoilers, mas também para o filme que é...)
Resta dizer que o argumento deste filme foi baseado no primeiro livro de uma trilogia, escrita por Phillip Pullman (sim, ainda há mais dois filmes pela frente...)
E agora o que eu achei disto. A primeira palavra que me vem à cabeça é: confuso. A segunda: precipitado. Bem, já estão a ver que da junção destas duas coisas nada de bom advém. Eu nunca li os livros em que se baseia o argumento e nem os conhecia, mas à medida que ia vendo o filme fiquei com a ideia que deviam ser muito bons. A estória parece-me muito boa e interessante, com elementos do fantástico diferentes do que se tem visto nos últimos anos no cinema. No entanto, achei tudo um pouco precipitado, as personagens não eram desenvolvidas, as coisas passavam-se como quem estala um dedo, sem qualquer encadeamento coerente - pelo menos foi o que eu achei. Nem o suposto climax teve impacto. E ainda pensei no início: o filme pode até nem ser bom (sim, não estava com grandes expectativas) mas deve ter uma bela banda sonora. Bem enganada estava. Que coisa mais artificial e previsível - o mais pomposo que pode imaginar.
Mas nem tudo foi mau. Gostei da pequena protagonista. Parece-me que tem futuro, se for bem orientada - o que, já se sabe, é difícil acontecer. O elenco também é muito bom, tendo grandes nomes como os já referidos Nicole Kidman e Daniel Craig, mas também Sam Elliot, Christopher Lee, Derek Jacobi ou Eva Green e nas vozes Freddie Highmore, Ian McKellen, Ian McShane, Kristin Scott Thomas e Kathy Bates.
Para mim não vale nem o preço de 2.ª feira, but what do I know?
P.S.: Quando saía e comentava o meu desgosto em perder tempo com este filme, o meu acompanhante dizia que eu estava mas era parva porque era um filme para crianças e que por isso também não podia ser nada de muito elaborado. Acham que este argumento tem algum sentido?
P.S.2: É impressão minha ou a maioria dos trailers actualmente contam mais sobre o filme do que deviam. Uma pessoa a ver o trailer quase que escusa de gastar dinheiro no próprio filme, já se adivinha tudo...
Mas passemos à sinopse, para quem ainda não conhece. O filme passa-se num mundo um pouco diferente daquilo que conhecemos. Existem universos paralelos, unidos por algo designado "Poeira", que permite a passagem entre eles. Neste mundo em particular, as pessoas têm almas fora do corpo, com forma de animais, chamados demónios (penso que é aqui que há a tal polémica com a Igreja...mas que gente sem nada que fazer...). A protagonista é uma pequena menina, Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards), orfã, que vive, claro está, num orfanato, neste caso o Jordan College, onde é vigiada de perto pelo tio, Lord Asriel (Daniel Craig). Este é um explorador que se interessa muito pela busca desses mundos paralelos e da "poeira" mais p
Resta dizer que o argumento deste filme foi baseado no primeiro livro de uma trilogia, escrita por Phillip Pullman (sim, ainda há mais dois filmes pela frente...)
E agora o que eu achei disto. A primeira palavra que me vem à cabeça é: confuso. A segunda: precipitado. Bem, já estão a ver que da junção destas duas coisas nada de bom advém. Eu nunca li os livros em que se baseia o argumento e nem os conhecia, mas à medida que ia vendo o filme fiquei com a ideia que deviam ser muito bons. A estória parece-me muito boa e interessante, com elementos do fantástico diferentes do que se tem visto nos últimos anos no cinema. No entanto, achei tudo um pouco precipitado, as personagens não eram desenvolvidas, as coisas passavam-se como quem estala um dedo, sem qualquer encadeamento coerente - pelo menos foi o que eu achei. Nem o suposto climax teve impacto. E ainda pensei no início: o filme pode até nem ser bom (sim, não estava com grandes expectativas) mas deve ter uma bela banda sonora. Bem enganada estava. Que coisa mais artificial e previsível - o mais pomposo que pode imaginar.
Mas nem tudo foi mau. Gostei da pequena protagonista. Parece-me que tem futuro, se for bem orientada - o que, já se sabe, é difícil acontecer. O elenco também é muito bom, tendo grandes nomes como os já referidos Nicole Kidman e Daniel Craig, mas também Sam Elliot, Christopher Lee, Derek Jacobi ou Eva Green e nas vozes Freddie Highmore, Ian McKellen, Ian McShane, Kristin Scott Thomas e Kathy Bates.
Para mim não vale nem o preço de 2.ª feira, but what do I know?
P.S.: Quando saía e comentava o meu desgosto em perder tempo com este filme, o meu acompanhante dizia que eu estava mas era parva porque era um filme para crianças e que por isso também não podia ser nada de muito elaborado. Acham que este argumento tem algum sentido?
P.S.2: É impressão minha ou a maioria dos trailers actualmente contam mais sobre o filme do que deviam. Uma pessoa a ver o trailer quase que escusa de gastar dinheiro no próprio filme, já se adivinha tudo...
