Pois é meus amigos! Não consegui cumprir os meus objectivos (o "Atonement" ficará para amanhã...). Mas mesmo assim acho que não foi mau, tendo em conta que tive exame hoje :) (também tenho de estudar não é?)...
Hoje fui ver um filme que, perto de mim, só estava em 2 cinemas, ambos em Lisboa: Monumental e UCI El Corte Inglés. Como já viram, trata-se do último trabalho de Wes Anderson, o autor de um dos meus filmes favoritos: "The Royal Tennebaums" (que, aliás, comprei hoje, foi a minha prenda para mim própria ;) - pois é, eu sei, tenho muitos filmes favoritos, mas eu sou assim, gosto muito de muitos filmes.

"The Darjeeling Limited" é mais um filme que retrata uma família algo disfuncional. Neste caso, 3 irmãos, que há um ano se separaram e se afastaram. O mais velho, Francis Whitman (Owen Wilson), tenta uma reaproximação com os irmãos, Peter (Adrien Brody) e Jack (Jason Schwartzman), tendo como base uma viagem espiritual, através do expresso Darjeeling Limited, levando-os através do deserto remoto da Índia em busca de uma nova confiança e intimidade entre eles. A viagem não corre como previsto, como já se estava a ver, mas leva-os para caminhos inesperados, caminhos que se vão tornar os mais certos e os que eles precisavam para realizarem uma catarse.
O filme divide-se em 2 partes, sendo a primeira uma pequena curta - "Hotel Chevalier" - com a personagem de Schwartzman e a sua ex-namorada, aqui interpretada por Natalie Portman. É uma pequena introdução, interessante, na minha opinião, ao filme.
Além dos 3 actores principais, o outro grande actor nesta trama familiar são as malas de viagem dos 3 irmãos, todas com o mesmo padrão e letras iniciais e que estão quase sempre presentes.
Como nota de curiosidade, "The Darjeeling Limited" é também escrito e produzido por Roman Coppolla (como devem saber, primo de Jason Schwartzman).
O filme compõe-se de momentos hilariantes e outros mais tristes, filmados da maneira típica de Wes Anderson, com as personagens algo caricatas habituais na sua filmografia e um mundo cheio de cores fortes e contrastantes. Atentem a Bill Murray que surge num pequeno cameo e Anjelica Houston também dá um ar de sua graça, como tem vindo a acontecer nos últimos filmes de Anderson.
Eu recomendo, mas convém despacharem-se, porque se está mesmo a ver que o filme não vai ficar por aqui durante muito mais tempo...
P.S.: desculpem este português, mas não estava nas melhores condições ambientais (ando sem computador, por isso tenho de me sujeitar ao que há).
