Pareceu-me interessante

Vindo directamente daqui.

25 setembro 2008

Happy Working Movie

O ano passado, quando este filme estava para estrear, ao ver o belo do trailer e das imagens que iam saindo, desenvolvi uma visão algo preconceituosa contra o filme. Pareceu-me na altura que era - e desculpem-me a expressão - mais um filme da treta para crianças, sem qualquer tipo de interesse a não ser os bonecos e as personagens exageradas.



O tempo passou e numa longa viagem de avião tive oportunidade de "perder" tempo a vê-lo. Fiquei agradavelmente surpreendida! Afinal não era nada daquilo que pensava! O filme é o "Enchanted", protagonizado por Amy Adams e Patrick Dempsey.

"Enchanted" é um conto de fadas um pouco diferente dos já vistos, que conta a história de Giselle (Amy Adams), uma jovem pretendente a princesa, alegre, sempre bem-disposta e em grande harmonia com a Natureza, que encontra finalmente o seu Príncipe Encantado, o Príncipe Edward (James Marsden), que logo se apaixona e a pede em casamento. No entanto, nem tudo são rosas e a madrasta deste perfeito príncipe, a Rainha Narissa (Susan Sarandon), que devido a este acontecimento corre o risco de perder o trono do Reino de Andalasia, toma então a decisão de se livrar da jovem e envia-a para o único sítio onde não há finais felizes - o mundo real. Giselle cai no meio de Nova Iorque, onde após procurar sem sucesso o seu príncipe e a sua terra, cai no colo de Robert Phillip (Patrick Dempsey), cujo o mundo e o da filha vai mudar para sempre com o seu entusiasmo, a sua música e espontaniedade.

Não é um filme animado, mas sim um belo musical, que brinca com montes de clichés dos contos de fadas tão bem universalizados por Walt Disney. (esta frase não me está a soar muito bem...) A prestação de Amy Adams é tão boa! Adorei a personagem que ela criou, sempre a ver o mundo cor-de-rosa, a imaginar o lado bom de tudo e a ver sempre finais felizes num meio onde isso é tudo tão raro e sem parecer uma louca. O filme tem momentos musicais deliciosos, tais como as canções "Happy Working Song" e "That's How You Know", ambos interpretados e protagonizados por Amy Adams na perfeição e sempre tão bem enquadrados na realidade que os rodeia - não são momentos isolados que caem do nada, como acontecia por exemplo em "Chicago".



(desculpem a legendagem para karaoke :), mas este clip tinha a melhor qualidade)

Lembro-me, mais no início do ano, de pensar, ao ver a cerimónia dos Óscares, que aquelas nomeações para a melhor música, eram um exagero. E continuo a achar! Será que não havia mais filmes com boas canções. A música "So Close" podia ser completamente descartada e não percebi porque é que na cerimónia Amy Adams só interpretou uma das canções ("Happy Working Song") que canta no filme e completamente só no palco, enquanto a outra ("That's How You Know") é interpretada por uma outra actriz, Kristin Chenoweth, que não gostei tanto - para mim tinha mais lógica ser a actriz original e acho que a performance seria melhor (no entanto, já li por aí que a Amy Adams não quis cantar as duas canções). Entretanto vi que esta actriz entra num série que acho muito engraçada: "Pushing Daisies" (Fica aqui a sugestão, se estiverem interessados).

Foi com este filme que comecei a tomar atenção a esta actriz, mas verifiquei que foi já nomeada para o Óscar por "Junebug" (além de várias outras nomeações para Spirit Awards, Golden Globes, etc.) e realmente lembro-me deste filme independente ser a sensação no seu ano. Entretanto, ela já entrou noutros filmes, que ainda não tive oportunidade de ver, como "Charlie Wilson's War" e também teve um pequeno papel no filme de Spielberg "Catch Me if You Can", mas confesso, não me ficou na memória...




Isto é muita conversa sobre Amy Adams, mas acho que posso afirmar que o filme é quase todo dela, portanto a conversa é justificada. No entanto temos outras prestações muito boas. Patrick Dempsey está bem como sempre, o que também não é assim tão bom - está um bocado a fazer o papel que já está habituado a fazer (esperava-se talvez um pouco mais). Timothy Spall entra como o fiel servo da vilã da história e claro, sem qualquer nódoa a apontar. Susan Sarandon faz uma bela interpretação de uma "má" personagem - parece que fazer de mau é sempre bom. É um papel pequeno, mas que fica na memória. A minha surpresa foi mesmo James Marsden, o Príncipe Edward. É um actor geralmente maldito, mas penso que se redime neste papel. Faz a típica personagem do Príncipe Encantado que não tem outro propósito que o de encontrar a sua princesa, casar com ela para viverem felizes para sempre! E claro, sempre ao som de uma boa melodia.

A banda sonora é mais uma vez da autoria de Alan Menken, o tão conhecido compositor de bandas sonoras como "The Little Mermaid", "Beauty and the Beast" ou "Alladin". Logo, não é de estranhar que tais canções fiquem no ouvido - temos um mestre a trabalhar neste filme.

No entanto, se não aceitas a mistura entre o impossível e a realidade, este não é o filme para ti.

Como nota final, há que falar do realizador, Kevin Lima. Tem uma lista pequena de trabalhos como realizador na qual se destaca "Tarzan". É neto de dois portugueses, daí o sobrenome Lima.

24 setembro 2008

Whose the Man??

Foto: Reuteurs

Comentários para quê? É somente o único jogador de ténis a ganhar 5 torneios de U.S. Open consucutivos e 5 torneios de Wimbledon consecutivos.

09 setembro 2008

Perfeito


Foto por Xinhua

21 agosto 2008

Sons de Sudoeste

19 agosto 2008

Stay Away

Take II

Há dois dias este cantinho fez dois anitos. Mais um aninho à deriva nas ondas da Internet. Quando comecei não tinha ninguém para me ler, no entanto, e ao fim de todo este tempo consegui uma meia-dúzia de fiéis ;) Poucos mas bons, lá diz a sabedoria popular. Ah, e já agora: isto tem andado fraco, mas não está totalmente parado. Tenho de aproveitar as minhas férias pós curso superior, não é verdade?

O Homem Olímpico

O Espírito Olímpico


Após o fracasso da grande esperança que era a Naide Gomes e mesmo a mais recente esperança Gustavo Lima, levantaram-se as más-línguas contra todos (ou quase todos) os atletas que voaram em direcção a Pequim.
Este é um tema um pouco complicado e não tão linear como se podia esperar. Não é justo estar a responsabilizar todos os atletas pelos maus resultados

Dizem que já é muito bom ir aos JO, que ser classificado já é o suficiente, estão entre os melhores do mundo. Isto, porque preencheram os mínimos. Mas na minha opinião, o trabalho de um atleta não se esgota quando se qualifica para uma competição. Se o objectivo é ir a determinada competição, espera-se que se participe nessa competição com todo o brio e não ir lá apenas ver como é uma competição olímpica – e não me venham cá dizer que não houve atletas que só foram com este espírito, porque houve várias declarações, incluindo a da própria Vanessa Fernandes, que chegou a dizer que se sentiu incomodada com a atitude de alguns dos atletas da comitiva portuguesa para quem era igual estar em 20.º como em 50.º lugar. Será isto a mentalidade de alguém que vai para uma competição, competir (desculpem a redundância) com outros atletas? Tentar ser o melhor? Durante muito tempo ficará a declaração de Marco Fortes, o lançador de peso português, que não conseguiu qualificar-se para a final: “Se não consegui mais é porque o meu corpo não deu. Vinha motivado e confiante. Apesar de a qualificação ser a esta hora da manhã, isso não foi um factor determinante”. “Apesar da qualificação ser a esta hora da manhã"? Bem, sem comentários…
Outro argumento que também já ouvi foi o de que muitos destes atletas não são profissionais. E? Isso impede-os de tentar exceder-se? O Nélson Évora não faz isto a tempo inteiro, é estudante na faculdade e treina antes e depois das aulas e ainda consegue ser um dos melhores. O Carlos Lopes trabalhava a tempo inteiro quando ganhou a maratona. Por isso, esta não é desculpa para justificar maus resultados, apesar de eu reconhecer que quem pratica uma modalidade desportiva a tempo inteiro terá mais facilidade e maiores probabilidades de atingir os níveis de resultados mais elevados.
Por outro lado, temos o facto de todas estas modalidades, ou pelo menos, muitas delas, terem poucos apoios financeiros. Se formos a comparar com o futebol – o dito “desporto-rei” – não é quase nada. O comentador do FCP no programa “O Dia Seguinte” lá se queixava do dinheiro que vai das autarquias para as várias modalidades desportivas – é claro que, tudo dividido não deve dar para muita coisa. É engraçado que para fazer estádios de futebol tudo se justifica (milhões para construir um local onde apenas há condições para praticar uma modalidade), enquanto os locais onde é suposto praticar todas as outras modalidades…enfim, será preciso dizer alguma coisa? Não há cultura do desporto no nosso país (tal como não há cultura da cultura...), apenas cultura do futebol e isto é responsabilidade tanto do Estado como dos meios de comunicação. Eu acho anedótico chamar a jornais como “A Bola”, “O Jogo” ou o “Record” jornais “desportivos”, onde 99,9% do conteúdo se dedica ao futebol (futebol? Aquilo é quase uma revista cor-de-rosa adaptada ao sexo masculino) e talvez uma página ou duas amontoa os momentos mais importantes do resto dos desportos. Enfim…Concordo com um treinador para-olímpico que dizia que o problema está na organização – mas não vamos desresponsabilizar os atletas na totalidade. A responsabilidade destes resultados é partilhada e explica porque é que não há evolução nos resultados portugueses nos jogos olímpicos há anos.


Miguel???

Para mais info vão ao site Save Miguel.

15 agosto 2008

A minha nova "novela"

04 agosto 2008

Vale a pena pensar nisto...

"We are, none of us, alone.
Even as we exhale, it is inhaled by others.
The light that shines upon Me, shines upon My neigbor as well.
In this way, everything is connected to everything else.
In this way, I am connected to My friend, even as I am connected to My enemy.
In this way, there is no difference BEtween Me and My friend.
In this way, there is no difference BEtween Me and My enemy.
We are, none of us, alone.

I am always here – Beside you – Behind you – always near.

Always."

Fushumongu

03 agosto 2008

Classic Wonders

27 julho 2008

Altamente Recomendável...



"This is what happens when an unstoppable force hits an immovable object."

Isto anda complicado para vir aqui, por isso deixo só aqui uma peçazinha para se entreterem enquanto não há actualizações.


07 julho 2008

Hoje estou assim...

23 junho 2008

Termómetro

Mais um post sobre música, mas desta vez de divulgação (como se isto tivesse muitas visitas...). No entanto, não custa fazer publicidade.

O Termómetro é um concurso nacional de bandas de originais que se realiza todos os anos, com várias eliminatórias em todo o país e este ano a final será em Lisboa (a 18 de Outubro de 2008). Estamos em pleno período de inscrições e quem quiser fazê-lo pode inscrever-se até dia 25 de Agosto de 2008.

Para mais informações e regulamento, dirijam-se aqui.

20 junho 2008

No Ouvido

Quando ouvirem isto vão concerteza associá-lo à publicidade de uma marca de cerveja nacional. No entanto, para mim, esta voz há-de estar durante muito tempo associada à série "Grey's Anatomy", na qual surge há já algum tempo. Enjoy!



P.S.: porque é que ninguém passa este programa na TV de sinal aberto??

16 junho 2008

Uma nota sobre o Euro 2008

15 junho 2008

Ready for the Floor

É o título do single dos Hot Chip, já muito ouvido por aí:
Ready for the Floor


E agora digam-me lá o que acham da versão desta mesma canção pela cantora do momento, Duffy? Descobri-a nas faixas bónus do seu primeiro álbum.

13 junho 2008