O Apocalipse (ou quase)

À falta de melhor para ver aqui na zona fui ver o filme "I Am Legend", o novo filme com Will Smith. Não sabia bem o que esperar do filme, porque não tinha muita informação sobre ele (devia ser sempre assim...), mas saí da sala de cinema bastante satisfeita. Mas antes vamos ao que trata.

"I Am Legend" conta a estória de Robert Neville, um membro das forças armadas e também cientista que se vê sozinho no Mundo (literalmente) devido a uma pandemia provocada pelo próprio Homem com o intuito de curar o Cancro. A maioria dos humanos são afectados por este vírus manipulado geneticamente pelo Homem e tornam-se numa espécie de Zombies que não aguentam a luz do Sol. Os restantes, imunes a tal vírus, vêem-se numa luta pela sobrevivência, pois os anteriores ganham gosto pela carne humana. Neville passa os seus dias a andar pelas ruas de Manhattan (o "ground zero" desta pandemia) acompanhado pela sua cadela, Sam, em busca de comida e a investigar formas de reverter esta situação, tentando encontrar um "antídoto".

O filme é basicamente Will Smith e pouco mais, mas penso que não me faltou nada. Eu gostei bastante deste filme - chamou a atenção para um ponto muito interessante e actual: a manipulação genética. No entanto e como já li por aí, não aprofundou muito essa questão e as personagens, apesar de poucas, não foram também bem desenvolvidas (e havia mais que tempo para o fazer). Há quem diga que Will Smith não teve uma grande prestação, mas eu tenho de discordar. Não o acho assim tão limitado, senão não me conseguiria agarrar e manter interessada durante as 2 horas de filme. A falha não esteve tanto nele como esteve, talvez, no argumento. No entanto, não me senti nada defraudada e fiquei bastante curiosa relativamente ao livro (que deve ser muito, muito interessante - é homónimo e da autoria de Richard Matheson). Li por aí também que este filme é uma cópia rasca do filme de Danny Boyle, "28 Dias Depois". Infelizmente ainda não tive oportunidade de o ver, por isso não posso fazer comparações. Apenas posso dizer que acho que vale a pena ir ver "I Am Legend" ao cinema.

P.S.: Tenham um grande 2008 ;)

30 dezembro 2007

Finalmente...

Após meses sem ver filmes decentes no cinema (só de me lembrar do "The Invasion" ou d' "A Bússola Dourada"...ai ai...realmente a Nicole Kidman não anda a escolher nada bem os projectos em que se mete...) ontem vi logo duas obras excelentes, assim, de rajada (ou quase).

Tinha planeado ver o "Lions for Lambs" e o "Eastern Promises" à tarde, mas devido a pequenos detalhes nos horários, tive de prescindir do primeiro e ver o segundo - eu de vez em quando gosto de fazer estas sessões duplas. Calhou a ser nos cinemas do Campo Pequeno. Nunca lá tinha ido e não desgostei das salas: são confortáveis, são novas, têm bom som (se bem que o isolamente das salas não é o melhor - passei a sessão toda a ouvir os sons mais graves de uma sala ao lado...). Só tinham uma coisa que eu não gostei muito...um ecrã pequenino - eu pessoalmente não gosto muito, parece que estou a ver TV, por isso é que gosto sempre de ir para a metade mais à frente da sala - mas pronto, viu-se bem :)
Ora bem, quanto ao filme (que por sinal irá sair de salas, sem vir à minha terrinha, assim como o outro previsto para ver...), "Eastern Promises" (ou em português: Promessas Perigosas...) conta a estória de uma parteira, Anna (Naomi Watts), que assiste ao parto de Tatiana, uma adolescente vinda do Leste da Europa, a qual acaba por morrer - de forma suspeita - deixando uma menina órfã. Anna, devido ao seu próprio passado, interessa-se pela bebé e tenta descobrir a família de Tatiana, deslocando-se à zona ocupada pelos russos na cidade de Londres. Aí conhece Semyon (Armin Mueller-Stahl) , dono de um restaurante, o seu filho, Kirill (Vincent Cassell) e o motorista, Nikolai (Viggo Mortensen). À medida que Anna tem contacto com estas pessoas vai-se dando conta que não são quem parecem ser e que o perigo espreita na forma da Máfia Russa.
Apesar de ter apenas 1 hora e 40 minutos, não me fica nenhuma sensação de falta, estava lá tudo, a origem das personagens, o que as move, o que são. E pronto, sim, o filme tem algumas cenas de violência mais forte, mas não as achei completamente despropositadas, apesar de serem um pouco demais para quem não se sente muito à vontade com este género de imagens.
Eu já queria ver este filme há algum tempo, porque tenho vindo a gostar de Cronenberg (só ainda não é favorito, porque ainda não vi a sua filmografia toda, mas os que vi, gostei, excepto "Spider", que, admito, é um bocado à frente para mim, neste momento) e porque tinha Viggo Mortensen. Estava um bocado reticente em relação à Naomi Watts, mas gostei bastante da sua prestação. Viggo Mortensen estava, na minha opinião, irrepreensível. Armin Muller-Stahl, um actor que vejo pouco, foi também outro ponto alto neste filme.
Resumindo, aí está mais um filme do ano e mais um em lista de espera para a compra do DVD (é Natal meus amigos, o que me dizem? ;)

À noite foi a vez de outro grande filme: "American Gangster". Mais uma nova associação entre o realizador Riddley Scott e o actor Russell Crowe (por sinal, um dos meus actores favoritos) e mais uma associação entre os actores Russell Crowe e Denzel Washington (se bem se lembram este dois meninos já tinham participado juntos no filme "Virtuosity").
"American Gangster" é mais um filme sobre mafiosos, mais precisamente, sobre a ascensão e queda de Frank Lucas (Denzel Washington). Este surge do nada após o seu patrão e mentor, Bumpy Johnson, falecer, tomando o lugar deste como principal distribuidor de heroína em Nova Iorque. Lucas não compra a intermediários, mas vai directamente à fonte de produção de droga, obtendo heroína com um elevado grau de pureza e a um preço muito mais baixo que a concorrência. E como é que ele faz isto? Nesta altura está a decorrer a Guerra do Vietname e através dos seus contactos, Lucas consegue falar directamente com o produtor de heroína no continente asiático e transportar enormes quantidades de droga nos próprios aviões da Força Aérea Americana. Com esta inundação do mercado com droga de alta qualidade, as Forças Policiais Federais acordam para o problema da droga e tentam organizar-se a nível nacional para abater os cabecilhas da Máfia que estarão por detrás disto. Aqui entra o detective Richie Roberts (Russell Crowe) que é convidado a formar uma força policial local com esse mesmo objectivo.
E basicamente é isto. Acho que já falei demais, mas pronto.
"American Gangster" é, apesar de ter grandes actuações de muito bons actores, o filme DE Denzel Washington. Ele arrebata todas as cenas em que está e na minha singela opinião, só Russell Crowe lhe consegue fazer frente nesse aspecto (tell me I'm wrong...). Russell Crowe está, como sempre, mais que bem - se bem que para fazer este filme, na maioria das cenas não precisa de actuar muito não é verdade (acho que para a pancadaria ele já tem um instinto nato...LOL).
Além dos actores já referenciados este filme inclui ainda muito boa gente em lugares secundários, mas não prescindíveis como: Ted Levine, Armand Assante, Cuba Gooding Jr., Josh Brolin, John Hawkes, Roger Bart.
Riddley Scott voltou aqui a fazer um excelente trabalho e assinou mais um filme do ano (eu não disse que finalmente tinha ido ver duas obras excelentes??).

Outros filmes a ver - e que provavelmente já não vou conseguir assistir numa sala de cinema :(
"The Brave One"
"Control"
"Beowolf"
"Elizabeth - The Golden Age"
"Le Scaphandre et le Papillon"
"Bee Movie" (este talvez consiga ver, mas só em versão original - que me perdooem os Marklianos, mas ver coisas dobradas não é a minha cena...)

P.S.: Visto que tenho pouca queda para a escrita, muitas vezes dou erros na sintaxe e ortografia. Se os detectarem, agradecia que me chamassem à atenção sff.

18 dezembro 2007

Eu sou ateia, mas...

...nunca é demais desejar Paz e Festas Felizes.


Feliz Natal


Afinal, esse rapaz (o J.C.!) até tinha algumas ideias boas, não acham?

15 dezembro 2007

Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar

E não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

"Deixa-me Rir" por Jorge Palma

10 dezembro 2007

Is That All?


Esta semana tive a oportunidade de ir à ante-estreia do filme "The Golden Compass", já aqui referido antes. Mais uma vez, um filme com a participação de Nicole Kidman e Daniel Craig. E mais uma vez não me fez querer vê-lo outra vez.
Mas passemos à sinopse, para quem ainda não conhece. O filme passa-se num mundo um pouco diferente daquilo que conhecemos. Existem universos paralelos, unidos por algo designado "Poeira", que permite a passagem entre eles. Neste mundo em particular, as pessoas têm almas fora do corpo, com forma de animais, chamados demónios (penso que é aqui que há a tal polémica com a Igreja...mas que gente sem nada que fazer...). A protagonista é uma pequena menina, Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards), orfã, que vive, claro está, num orfanato, neste caso o Jordan College, onde é vigiada de perto pelo tio, Lord Asriel (Daniel Craig). Este é um explorador que se interessa muito pela busca desses mundos paralelos e da "poeira" mais propriamente. No entanto há quem se oponha a esta busca e essas pessoas constituem o Magisterium, que claro, tem a sua própria polícia. No meio de tudo isto há algo que pode mudar tudo e isso é o Aletiómetro, a bússola dourada de que fala o título do filme. Esta bússola diz a verdade sobre tudo, mas apenas a quem a puder ler, o que é muito raro. E quem é que haveria de a poder ler? Quem? Quem? Ora pois, a menina Lyra. Devido a isto e outras coisas vai ser perseguida pelo Magisterium, mais precisamente pela Mrs. Coulter (Nicole Kidman), o que a vai levar até a outras regiões do Mundo, onde existem muitas criaturas fantásticas. (espero não ter introduzido grandes spoilers, mas também para o filme que é...)
Resta dizer que o argumento deste filme foi baseado no primeiro livro de uma trilogia, escrita por Phillip Pullman (sim, ainda há mais dois filmes pela frente...)

E agora o que eu achei disto. A primeira palavra que me vem à cabeça é: confuso. A segunda: precipitado. Bem, já estão a ver que da junção destas duas coisas nada de bom advém. Eu nunca li os livros em que se baseia o argumento e nem os conhecia, mas à medida que ia vendo o filme fiquei com a ideia que deviam ser muito bons. A estória parece-me muito boa e interessante, com elementos do fantástico diferentes do que se tem visto nos últimos anos no cinema. No entanto, achei tudo um pouco precipitado, as personagens não eram desenvolvidas, as coisas passavam-se como quem estala um dedo, sem qualquer encadeamento coerente - pelo menos foi o que eu achei. Nem o suposto climax teve impacto. E ainda pensei no início: o filme pode até nem ser bom (sim, não estava com grandes expectativas) mas deve ter uma bela banda sonora. Bem enganada estava. Que coisa mais artificial e previsível - o mais pomposo que pode imaginar.
Mas nem tudo foi mau. Gostei da pequena protagonista. Parece-me que tem futuro, se for bem orientada - o que, já se sabe, é difícil acontecer. O elenco também é muito bom, tendo grandes nomes como os já referidos Nicole Kidman e Daniel Craig, mas também Sam Elliot, Christopher Lee, Derek Jacobi ou Eva Green e nas vozes Freddie Highmore, Ian McKellen, Ian McShane, Kristin Scott Thomas e Kathy Bates.

Para mim não vale nem o preço de 2.ª feira, but what do I know?

P.S.: Quando saía e comentava o meu desgosto em perder tempo com este filme, o meu acompanhante dizia que eu estava mas era parva porque era um filme para crianças e que por isso também não podia ser nada de muito elaborado. Acham que este argumento tem algum sentido?

P.S.2: É impressão minha ou a maioria dos trailers actualmente contam mais sobre o filme do que deviam. Uma pessoa a ver o trailer quase que escusa de gastar dinheiro no próprio filme, já se adivinha tudo...

08 dezembro 2007

Um Tesourinho Nada Deprimente

Numa das minhas viagens pela net, descobri esta versão da bela canção de Elvis Costello, "Almost Blue", interpretada pela actriz Jennifer Jason Leigh, gravada para a posteridade no filme "Georgia", que nunca vi e que está agora na lista de filmes a ver.
O filme conta a estória de Sadie (Jennifer Jason Leigh), que procura a irmã, Georgia (Mare Winningham) uma cantora de Country e Western, cuja aprovação ela procura, pois pretende seguir a mesma carreira, apesar de ter uma vida sempre marcada pelas drogas e pelo álcool.

Já o viram? O que acharam?
Só por esta prestação já me parece merecer o meu tempo...Ora apreciem lá...

02 dezembro 2007

Serious Business

25 novembro 2007

Classic Wonders

22 novembro 2007

Chit Chat

Pronto! Acho que finalmente consegui ter uma caixinha de conversa. Está mesmo aqui ao lado, onde diz: "Chit chat" (que é como quem diz: conversa de conveniência).
Infelizmente ainda não consegui por isto de modo a surgir numa nova janela, por isso vai abrir na mesma do blogue. Quando eu lá estiver vocês vão saber, já que há tão poucas pessoas a visitar este blogue, que é muito pouco provável que mais alguma use o mesmo nick que eu.

Lá vos espero (mas só à hora de pré-jantar...ou não).

E entretanto, para não pensarem que eu ando aqui a aquecer, vão aqui e relembrem este belo momento de TV em Portugal (se eu encontrasse estas pérolas em DVD chamava-lhes um figo!).

20 novembro 2007

Do Not Show Emotion

Já há muito que não punha os pés no cinema, por isso aproveitei e fui na passada quinta-feira ver o filme "A Invasão" (estou a guardar o "American Gangster" para mais tarde). A premissa é a seguinte:

Um vaivém espacial não aguenta a entrada na atmosfera terrestre e o resultado é a queda dos destroços por uma grande área dos E.U.A. . Tudo começa a ser investigado e parece que nos detritos da nave se encontram partículas biológicas extra-terrestres que, pelos vistos, conseguem contaminar os humanos de forma semelhante aos vírus. Claro que tudo é encoberto pelo Governo mas não pela razão que estamos habituados a pensar. No meio disto tudo vai-se encontrar a Dra. Carol Bennell (interpretada por Nicole Kidman), uma psicóloga cujo ex-marido (Jeremy Northam) está encarregue de investigar a causa da queda do dito vaivém. Coisas estranhas começam a passar-se e Carol Bennell vai, claro, tomar noção de tudo, com a ajuda do seu amigo colorido Ben Driscoll, um médico e o seu colega de laboratório, Dr. Stephen Galeano, interpretados respectivamente por Daniel Craig e Jeffrey Wright, que juntos vão tentar impedir esta invasão.

Quando comecei a ver este filme lembrei-me logo do filme de 1995, "Species" (ou em português corrente: "Espécie Mortal"), o filme interpretado por Natasha Henstridge. Na altura, gostei do filme mas achei que o tema podia ter sido um bocadinho melhor trabalhado - especialmente tendo em conta o calibre dos actores que entravam na película (Ben Kingsley, Alfred Molina, Michael Madsen, Forrest Whitaker). Na verdade, os argumentos são bastante semelhantes, pelo menos em traços gerais, mas penso que este "Invasão" desenvolveu um pouco mais o argumento, trabalhando mais o mecanismo de intrusão destes extraterrestres na nossa população e os seus objectivos no nosso pequeno planeta (numa vertente mais paranóica e pessimista, é certo). No entanto, senti que algo faltou e penso que a razão para isso é que o filme gira quase na totalidade em torno da personagem de Nicole Kidman - que está muito bem, como de costume, mas não é isso que importa... Daniel Craig, um actor que apenas comecei a dar atenção há pouco tempo (só lhe comecei a dar mais valor quando vi o excelente filme "Munich" e também com o último 007, apesar de já o ter visto noutros filmes como "Lara Croft: Tomb Raider", "Elizabeth" ou na mini-série mediana da BBC "Archangel"), foi muito mal aproveitado e surgiu mais como elo amoroso do que qualquer outra coisa.
Enfim, ainda está para vir um filme sobre invasão extra-terrestre que me agrade totalmente.

18 novembro 2007

Desafio da Página 161 (5.ª frase)

Não! Este post não é mais uma publicidade a um livro do fantástico (se bem que, pelo nome não seria nada de espantar - já imagino alguém a cair dentro da página 161 de um livro e passar pelos vários obstáculos contados nessa página). Não, é antes um desafio que anda aí a correr os blogues alheios e que veio, desta feita, ter comigo, através do meu amigo virtual e (presumo) assíduo visitante deste pequeno cantinho, _Loot_.
Ora então, do que trata este desafio. Trata de buscar o livro mais próximo de nós neste preciso momento, folheá-lo até à página 161 e transcrever a 5.ª frase completa da mesma.
Bem, eu tinha aqui mesmo ao pé de mim dois livros, mas entre um técnico e um romance, penso que talvez o romance seja mais interessante ;)
O romance é o "Filha da Fortuna" de Isabel Allende, que não li e que provavelmente não irei ler e a 5.ª frase completa da página 161 reza o seguinte:

"Por vezes, no entanto, nada conseguia afastá-los e podiam materializar-se dispostos a obter a sua liberdade assassinando os forasteiros ou metendo-se nos seus corpos para os obrigar a fazer malefícios impensáveis."

Enlightened? Pois, eu também não. Mas pronto, sempre serviu para tirar este blogue da pasmaceira que o tem vindo a assolar. A ver se volto a ser mais assídua.

Por fim, parece que temos de lançar este desafio a outros blogueiros, por isso aqui vão as minhas "vítimas", o meu problema aqui é que não sei quem é que vem aqui de forma assídua, só sei que são poucos, por isso acho que não vou chegar a cinco:

Tânia Pato
Pedro Duarte
Shrek
Jorge Soares
Piston

Afinal cheguei. Agora resta saber se eles vêm mesmo aqui...lol

E entretanto, já me cheira a São Martinho...


08 novembro 2007

Um Momento de Boa Disposição

04 novembro 2007

Classic Wonders

21 outubro 2007

Dizem por aí...

"A música é como uma mulher. Se não estás apaixonado por ela é deixá-la."

Astor Piazzolla

20 outubro 2007

No Reino da Fantasia


Um amigo meu, Frederico Duarte, conseguiu finalmente publicar o seu primeiro livro. "Avatar - O Destino do Universo" é a sua primeira incursão no Reino da Fantasia. O livro já está à venda online, aqui. Este é, se tudo correr bem, o primeiro livro de uma colecção.
O lançamento oficial vai decorrer no próximo domingo, dia 21 de Outubro, na Fnac do Colombo, por volta das 17h.
Apareçam e apoiem os novos escritores portugueses :)

16 outubro 2007

TV nostalgia

Não quero estar a roubar lugar a este poiso, mas esta é uma recordação de infância que jamais esquecerei. Qual Power Rangers qual quê? O Jetman é que era!
Quando era apenas uma petiz, esta era uma das séries que eu não perdia todos os sábados de manhã. Já não me lembro é se veio antes ou depois de outra série de culto, os TurboRangers.

07 outubro 2007

Classic Wonders

05 outubro 2007

Eu Fui! E você?


P.S. Eu nem vou comentar a organização deste evento...

26 setembro 2007

A "je" recomenda...

24 setembro 2007

Defender o Quaresma??

16 setembro 2007

Surreal

Eu não gosto muito de repetir temas que já se encontram noutros blogues, mas isto tem de ser. Nunca é demais recordar este momento histórico da Televisão portuguesa.
No já algo longínquo ano de 1994 estava no ar o concurso "Roda da Sorte", que passava antes do Telejornal. Mesmo com tenra idade, eu já seguia os programas do Herman e lembro-me bem da loucura que foi aquele último programa. Foi algo a que nunca mais assisti :)
Aqui fica na íntegra e dividido em 3 partes (eu não gosto muito dos vídeos do youtube, mas também estes vídeos não vão ter maior qualidade):






Kevin Costner em Grande

Enquanto ainda tenho tempo aproveitei para ir ver o "Mr. Brooks". E não fiquei de todo desiludida. Para mim é mais um grande filme de 2007.
O filme conta a estória de Earl Brooks, um empresário de sucesso, com uma bela família. No entanto, por detrás de toda esta normalidade e sucesso, está um viciado em assassinar pessoas, conduzido pelo seu alter-ego, Marshall - mais uma actuação excelente de William Hurt. No entanto, e apesar de controlar por completo o ambiente onde se vai dar o assassínio, desta vez nem tudo corre bem e Mr. Brooks é confrontado por um fotógrafo amador - Dane Cook - que o apanhou em flagrante, mas que em vez de o entregar à polícia quer aprender com ele a "arte" do assassínio. Por sua vez e no seu encalço encontra-se a detective Tracey Atwood - Demi Moore.

O argumento deste filme está muito bom, na minha opinião - nada é linear ou óbvio ou simples e tudo se vai complicando ao longo do filme. Kevin Costner volta num papel um pouco diferente àquele a que nos habituou e volta muito bem - gostava que ele fizesse mais filmes destes. Mas também ainda não vi "Open Range" ou "The Upside of Anger", que parece que também são bons.
Demi Moore também está muito bem, diria mesmo melhor do que é costume.
No papel de Mrs. Brooks temos a actriz mais conhecida actualmente pelo seu papel de Catherine Willows na série C.S.I. (a versão de Las Vegas - para a meia dúzia de pessoas que ainda não viu nenhuma episódio de nenhuma das séries C.S.I.), que está bem, mas cujo papel também não lhe dá muito espaço para tirar mais atenção.

O meu maior destaque vai mesmo para William Hurt, um dos meus actores favoritos, que tem aqui mais uma óptima prestação. A única palavra que me vinha à cabeça quando o vi foi sinistro.

Uma pequena nota para a actriz Drea de Matteo - que eu conheci na brilhante série "The Sopranos" - que tem aqui um pequeno papel secundário.

Um filme a não perder. Será que vai haver sequela??

Para quem ainda não conhece o filme, vejam aqui o trailer:


Sofrível...

Fim de época de exames e lembrei-me de ir ver um filmezito - este, por acaso, fui mais por suborno, para não ir sozinha (estava mais na onda do "Mr. Brooks"...).
Sinceramente, esperava um pouco mais - tanto do realizador (Lee Tamahori), como dos actores.
O argumento até está interessante, contando a estória de um homem que consegue prever o seu futuro imediato e que é procurado pelo FBI para ajudar num problema de segurança nacional.
No entanto, o filme está repleto de lugares comuns e os próprios actores não estão nada no seu melhor. Não sei o que se tem passado com o Nic Cage (até o tenho achado com um aspecto esquisito - será que anda a pintar o cabelo??). O último filme que vi com ele - e felizmente foi só alugado - foi o "Ghost Rider" e sinceramente achei mau. Eu até gosto bastante dele, mas os últimos filmes que tenho visto com ele estão a um nível, direi, indignos (queria ver o "Weatherman", mas como foi logo para DVD e eu raramente vou ao clube de vídeo, ainda não o vi - tenho esperança que nesse esteja em melhor forma).
Quanto a Julianne Moore, que faz aqui de agente durona e racional do FBI, achei que estereotipou (não sei se será bem a palavra certa, mas é o que me vem à cabeça neste momento) um pouco o seu papel. Estou em expectativa em relação à sua prestação no novo filme de Fernando Meirelles, Blindness - parece-me que aí serei surpreendida.
Jennifer Biel - "a gaja do filme" - apesar de momentos menos bons, penso que foi a que esteve mais consistente - isto é apenas uma opinião...que percebo eu disto?

Por isso, olhem, eu dou-vos um conselho e não punha os pés no cinema para ver isto...

15 setembro 2007

Óscares 2007

Que alegria tive agora. Adivinhem lá quem é que vai apresentar a próxima cerimónia dos Óscares???

Ah pois é! É este Senhor (e com "s" maiúsculo, que ele merece). Que alegria!



P.S.: Bem sei que isto para quem não gosta muito de cinema e não liga aos óscares parece os gritos de uma miúda histérica, mas deêm-me um desconto...estou em época de exames... :)

12 setembro 2007

Lembrei-me...

10 setembro 2007

And the Winner is... (pela 4.ª vez consecutiva)

Pseudo-Democracia??

Numa altura em que o que o povo português mais está interessado em saber é as últimas "notícias" sobre a Maddie McCann ou sobre se a selecção A de futebol vai conseguir ficar apurada para a próxima fase do Euro 2008, tudo o resto foi varrido para debaixo do tapete, tendo tido apenas um vislumbre que desvaneceu rápido...
Dentro desse resto, está a nova lei que criminaliza a divulgação de escutas telefónicas. Sim, é a perda de mais uma liberdade da impressa de divulgar material de interesse público - e claro que isto é bastante importante num estado democrático, em que temos o direito de saber quem nos governa - no entanto isto não é assim tão linear, pelo menos para mim - afinal o direito à privacidade também tem a sua importância...ou não? Mas também compreendo que esta revisão do código de processo penal não é nada inocente...

09 setembro 2007

Classic Wonders

Este homem é um Senhor!


O jogo de ontem dos quartos-de-final com Andy Roddick nem foi nada de especial, mas gostei particularmente da sua enorme concentração no jogo. Foi isso que fez a diferença, perante um Roddick a 100 à hora (nunca tinha visto um jogador naquele estado...até fazia impressão...). Não é por acaso que é o número 1 Mundial.

Para mais informação:
Roger Federer
Andy Roddick
Us Open

06 setembro 2007

RIP Luciano Pavarotti 1935-2007

Só para a palhaçada....

You Belong in Paris

You enjoy all that life has to offer, and you can appreciate the fine tastes and sites of Paris.
You're the perfect person to wander the streets of Paris aimlessly, enjoying architecture and a crepe.


Eu às vezes faço destes quiz na net, mas não tenho a paciência para os postar, mas hoje apeteceu-me pôr aqui este. E vocês, a que cidade pertencem?

Vindo directamente daqui.

04 setembro 2007

Parabéns atrasados...

Pois é, aqui o estaminé já fez um anito há duas semanas atrás. Andei tão distraída com outros assuntos que nem me lembrei de assinalar a data como deve de ser...E pronto, é isto. Sobrevivi um ano, será que vou sobreviver mais um? O tempo o dirá.

São 2:42 da manhã e eu estou melancólica...




James Morrison

03 setembro 2007

A "je" recomenda...



E parece que vai mesmo estrear nos cinemas portugueses. Até há pouco tempo era dado como certo nas prateleiras de clubes de vídeo de todo o país, mas eis que a Lusomundo volta atrás e, com a ajuda deste senhor na propaganda, vamos ter Hot Fuzz nas salas nacionais.
Um bela comédia, na minha opinião (que já lhe dei mais do que uma vista de olhos...), que demonstra bem do que é feito o humor britânico. A não perder! (digo eu...)

30 agosto 2007

Rodrigo Y Gabriela



Descobri estes dois mexicanos há uns tempos. Quem costuma ver o programa do Conan O'Brien viu-os concerteza. Hoje andei às voltas no MySpace e dei de caras com eles.
Digam lá se não têm um belo som? Eu gosto muito do som da música mexicana (foi uma pena não poder ter visto ao vivo Lila Downs no CCB há uns meses) e acho que estes são para ficar na minha "musicoteca".

O vídeo, "roubei-o" do site deles, aqui (apreciem também a cover da música dos Metallica "Orion").

21 agosto 2007

Interessante...

"- Toda a ideia do meu artigo consiste em que nos tempos antigos, nos primeiros três séculos do cristianismo, este era na Terra apenas uma Igreja, unicamente com o papel de Igreja. Ora, quando o Estado romano pagão escolheu ser cristão, aconteceu logicamente que, ao tornar-se cristão, apenas inclui em si a Igreja, continuando a ser um Estado pagão como antes, nas suas numerosas funções. No fundo, era natural que assim acontecesse. Na Roma enquanto Estado permaneciam muitíssimos elementos da civilização e da sabedoria pagãs, como, por exemplo, os próprios objectivos e fundamentos do Estado. Ora, a Igreja de Cristo, ao entrar no Estado, não podia obviamente abdicar de nenhum dos seus princípios, da pedra em que se fundamentava, não podia perseguir nada mais que não fosse os seus objectivos próprios, colocados e indicados, de uma vez por todas, pelo próprio Senhor, nomeadamente: converter todo o mundo e, partindo daqui, também todo o Estado pagão na Igreja. Deste modo (ou seja, com estes objectivos de futuro), não é a Igreja que deve procurar para si um lugar determinado no Estado, como «qualquer associação social» ou como «uma associação de pessoas para fins religiosos» (como se exprime em relação à Igreja e tornar-se, nada mais nada menos, do que a Igreja, declinando todos os objectivos que se diferenciassem dos da Igreja. Fosse como fosse, tal situação de modo nenhum humilharia o Estado, não o privaria da sua honra nem da sua glória do grande Estado, nem errado caminho ainda pagão, dirigindo-o pelo caminho certo e verdadeiro, o único que leva aos objectivos eternos. O autor do livro Fundamentos do Tribunal Eclesiástico-Social teria razão nos seus raciocínios se, procurando e expondo tais fundamentos, os visse apenas como um compromisso provisório, ainda necessário nos nossos tempos pecaminosos e imperfeitos, mas não mais do que isso. Contudo, logo que o autor destes Fundamentos... se atreve a declarar que os fundamentos propostos por ele agora, os mesmos que foram parcialmente enumerados há pouco pelo padre Ióssif, são fundamentos inabaláveis, espontâneos e eternos, está a colocar-se em oposição à Igreja e à posição sagrada, eterna e inabalável desta. Isto é tudo a que se resume o meu artigo."

Fiódor Dostoiévski
"Os Irmãos Karamázov - Volume I"

15 agosto 2007

Previews

Nota: se não conseguem ver os vídeos dirijam-se aqui.

Be Kind Rewind




Este filme anda agora nas bocas do povo e parece-me que isso está bem justificado neste trailer. No entanto, ainda antes de ver este filme tenho de ver se vejo "The Science of Sleep"


Lars and The Real Girl



O novo filme com Ryan Gosling, mais conhecido ultimamente pelo filme "The Notebook" ou mesmo "Half Nelson", filme pelo qual recebeu uma nomeação aos Oscares. Por acaso ainda não os vi, sendo a única memória que tenho de Ryan Gosling a sua participação do thriller "Murder by Numbers", também com Sandra Bullock e Michael Pitt. Tem tido boas críticas e penso que com este filme alcança mais uma boa performance.


The Golden Compass




O novo filme com Nicole Kidman a fazer o papel de má da fita. O filme conta também com a participação de Daniel Craig, Eva Green, Derek Jacobi, Sam Elliott e a pequena Dakota Blue Richards.

Rush Hour 3



Palavras para quê? Desta vez Carter e Lee invadem Paris...

The Golden Age



Mais uma associação entre Shekhar Kapur e Cate Blanchet. Após conseguir o trono de Inglaterra, a Rainha Isabel I vai enfrentar os espanhóis, assim como os próprios subditos que conspiram para removê-la do trono. Este filme conta ainda com Geoffrey Rush, Clive Owen e Samantha Morton.

Shoot'em Up



Mais um filme com Clive Owen, onde o que não falta são tiros e pancadaria. É engraçado ver o Paul Giamatti num tipo de papel que não lhe é habitual fazer. Além do (anti-) herói e do vilão, claro que não podia falar a miúda, neste caso uma Monica Belucci em fuga com a sua filha.

National Treasure: The Book of Secrets



Como já deu para perceber pelo título, trata-se da sequela (como eu detesto esta palavrinha...) do filme "National Treasure". Desta vez Nicholas Cage busca o diário do John Wilkes Booth, o assassino de Abraham Lincoln. Com ele voltam Jon Voight e Diane Kruger, mas entram no elenco outros (grandes) nomes como Helen Mirren, Harvey Keitel, Ed Harris ou Bruce Greenwood e Alicia Coppola (que eu conheço apenas da série "Bull", que infelizmente apenas teve uma época).

Sicko



O novo documentário de Michael Moore. Penso que já toda a gente ouviu falar sobre do que se trata. Só não sei é qual a data de estreia cá. Alguém sabe??


The Brave One



Depois de "Inside Man", Jodie Foster volta, a meu ver, em grande, com este "The Brave One". Filme realizado por Neil Jordan e conta com a participação de Terrence Howard. Atentem também para a pequena participação do "perdido"Naveen Andrews.


Mighty Heart



O novo filme com Angelina Jolie sobre a trágica história da vida e morte de Danny Pearl (Dan Futterman), um jornalista do Wall Street Journal, contada pela sua mulher Mariane Pearl. Um filme por Michael Winterbottom.

Dan In Real Life



Enquanto "Evan Almighty" ainda agora estreou nas nossas salas, já este "Dan in Real Life" está a chegar. Mais uma comédia familiar, que não me parece trazer muito de novo. É impressão minha ou o Steve Carrell só se anda a encostar a este tipo de filmes - ainda não vi a versão americana da série "The Office" mas tenho ouvido tão boas críticas, porque é que o homem não envereda por filmes onde seja melhor aproveitado?? Talvez o "Get Smart" me encha mais as medidas...

13 agosto 2007

Desabafo

Às vezes há tanta maldade no mundo que sinto que não consigo aguentar.


Preciso de um pensatório...

11 agosto 2007

"Damaged"

"There's this baby up at the nursery. He's brand new. No one's neglected him or damaged him yet. How do we get from there to here."

10 agosto 2007

Dear Sister

09 agosto 2007

Disturbia [Soundtrack] - Geoff Zanelli



Além da Banda Sonora composta por várias bandas, temos também a Banda Sonora Original criada por Geoff Zanelli.
Não usa apenas uma partitura orquestral como tradicionalmente, mas acrescenta elementos mais modernos para se adaptar ao meio mais jovem em que se passa esta estória. O compositor aproveita-se não só das cordas e dos metais para criar uma atmosfera mais cinzenta, mas também de guitarras eléctricas e bateria que dão uma outra cor, um pouco mais leve em certos momentos. Não acho que seja nada por aí além, mas tem temas bem conseguidos, na minha opinião, como os que se encontram nas faixas "Disturbia", "Pootfoot" ou "Voyeurism".

Além de Disturbia, Zanelli tem no seu currículo filmes como:
A trilogia dos Piratas das Caraíbas
Sharktale
CatWoman
Secret Window
Charlie's Angels: Full Throttle


Disturbia [Soundtrack] - Geoff Zanelli

08 agosto 2007

Disturbia Original Motion Picture Soundtrack




A Banda Sonora que acompanha o filme para mim tem uma grande importância - sem ela não há filme que o valha, por muito boas que sejam as actuações dos actores.
Neste filme, tínhamos boas performances mas penso que o som que as acompanha foi bem escolhido, apesar de alguns sons reverterem um pouco para o universo mais teenager - afinal trata-se de um filme de adolescentes com uma situação de suspense à mistura. No entanto, as músicas que achei mais interessantes e que tinham..mais importância, vá, não estão incluídas neste CD. E elas são:

Kings Of Leon - Taper Jean Girl

Sistem of a Down - Lonely Day

2 Live Crew - Me So Horny

No entanto, contém sons bastante agradáveis, que me fazem lembrar um pouco a sonoridade mais pop das músicas usadas na série "Grey's Anatomy", como os Nada Surf (Always Love), This World Fair (Don't Make Me Wait) ou Guster (One Man Wrecking Machine).

Foi com este filme que fiquei a conhecer Kings of Leon e Louque, que fazem muito o meu género.

A lista de faixas inclui:

1. Always Love _ Nada Surf
2. Don't Make Me Wait _ This World Fair
3. One Man Wrecking Machine _ Guster
4. Whoa Now _ Louque
5. Gangsta Boogie _ Love Stink
6. Next To You _ Buckcherry
7. Because I Got High _ Afroman
8. We Love Reggae _ Noiseshaper
9. Dream _ Priscilla Ahn
10. The Great American Napkin _ The Summer Skinny
11. Lovin' You _ Minnie Riperton
12. You'll Never Find Another Love Like Mine _ Lou Rawls

E por fim, rendendo-me às estrelinhas, eis a minha classificação - mas não tomem isto como uma crítica ou algo assim, acho isso muito relativo, é meramente uma nota sobre aquilo que mais ou menos me agrada.

Disturbia Original Motion Picture Soundtrack

Do--You-Un-der-stand??

04 agosto 2007

A "je" recomenda...

Disturbia (soa-me bem)

Bem...das estreias desta semana, nas quais se incluem:
Torre Bela
Van Wilder 2:The Rise of Taj
Golpe Quase Perfeito
Vitus
Dia de Surf
Jindabyne
Paranóia
Cash

Escolhi ver o Paranóia (Disturbia) - entre este e a versão portuguesa de Dia de Surf, a escolha era óbvia para mim...Os restantes devem ter estreado lá por Lisboa, mas isto agora 'tá escasso para lá ir.
Devo admitir que quando comecei aí a ver os posters e tal, não me parecia nada interessante, mas depois vi o trailer e até achei que tinha algum potencial.

Disturbia conta a estória de um adolescente, Kale Brecht - Shia LaBeouf -, que depois de ter perdido o pai num acidente de viação, se vê em prisão domiciliária devido a um mau comportamento que se seguiu ao tal acidente. Kale, para passar o tempo, começa a espiar os seus vizinhos. Entre eles a nova e muito vistosa vizinha, Ashley - Sarah Roemer - e o vizinho das traseiras que se mostra muito recatado, mas tem telhados de vidro. É mais um filme a tentar atingir os níveis de suspense criados pelo Mestre Hitchcock e que acaba por ficar muito aquém. No entanto, e apesar de alguns clichés um pouco já batidos, o filme não deixa de ser bom entretenimento, com boas prestações, nomeadamente de Shia LaBeouf. O David Morse lá fez o papel de mau da fita, mas sinceramente achei que faltou ali algo...Este filme conta ainda com a participação de Carrie-Anne Moss, a qual achei, muito sinceramente, inconsequente...


Concluindo, para mim vale o preço de segunda feira, ou, se preferem ver filmes em casa, vale o tempo do download e do visionamento propriamente dito.

03 agosto 2007

Over The Top

Foi a única coisa que me veio à cabeça depois de ver o último filme nos cinemas com o Bruce Willis, "Die Hard 4.0" (ou se gostarem mais, "Live Free or Die Hard").

Realmente, é Bruce Willis que carrega o filme às costas do início ao fim, saíndo praticamente ileso depois de explosões e mais explosões e choques em cadeia e uma pequena aventura de camião e F35...enfim, só vendo é que se acredita.
Com isto não quero dizer que me arrependi de ir ao cinema - antes pelo contrário, deu para passar um bom bocado e sempre a rir, quer seja pelas belas piadas ditadas pelo Detective John McClane, quer pelas cenas de acção tão exageradas que só dava mesmo para rir.
Não me parece ficar muito atrás dos "clássicos" de acção anteriores, mas essa é só a minha opinião...(bem se calhar ainda fica um pouco atrás dos 2 primeiros...)
Gostei particularmente do Timothy Oliphant - o único filme que tinha visto até hoje com ele tinha sido o "Gone in 60 Seconds". Estou agora à espera do "Hitman". Será que vai ser alguma coisa de jeito?
Por fim só uma menção honrosa para o secundário Justin Long e para a estrela asiática Maggie Q.

"Die Hard" foi o que vi hoje, mas ontem também fui dar uma volta ao cinema e ver o último Harry Potter (já me ando a cansar um bocado de ver sequelas...quem lê os meus posts deve pensar que só vejo blockbusters). E já li muita coisa mázinha sobre o filme, mas sinceramente achei que este foi o que adaptou da melhor forma um dos livros da saga Potter. Fiquei bastante satisfeita com o que vi, mas tenho de concordar que para quem não leu os livros ou viu os filmes anteriores, o filme passa um pouco ao lado. Também já ouvi por aí que faltou mais profundidade dramática aos actores, mas pareceu-me que o Daniel Radcliffe teve neste "Harry Potter e a Ordem da Fénix" a melhor prestação até agora. Gostei bastante, mas penso que os outros actores, nomeadamente a Emma Watson continuam um pouco superiores. Do restante elenco que dizer? Só grandes nomes que correspondem exactamente ao que se espera deles.
Só uma nota final para o espaço dado às personagens dos gémeos Weasley. Penso que são das personagens mais subutilizadas nos filmes. Nos livros têm uma projecção relativamente importante e são das personagens mais engraçadas da estória, tenho pena que não tenham sido melhor transportados para o cinema...

Para mais informações:

http://www.livefreeordiehard.com/
http://harrypotter.warnerbros.com/

14 julho 2007

This Summer Bourne Comes Home



Depois de dois brilhantes filmes, "The Bourne Identity" e "The Bourne Supremacy", eis que chega finalmente, "The Bourne Ultimatum", o último filme desta trilogia. A trilogia Bourne, baseada nos livros homónimos escritos por Robert Ludlum, conta a estória de Jason Bourne, um assassino deixado à sua morte e sem memória do seu passado. Ao longo dos dois filmes iniciais Bourne vai seguir várias pistas que o levam a descobrir uma organização secreta da CIA, a qual quer ver-se livre dele. Bourne ultrapassa vários obstáculos, tentando desaparecer e ser esquecido. Não o consegue e por fim retalia tentando descobrir a verdade sobre o seu passado. É com este último tomo que vamos por fim descobrir quem está por detrás do seu passado e quem é realmente Jason Bourne.

Paul Greengrass volta a tomar as rédeas deste projecto, após o trabalho de Doug Liman no primeiro volume das aventuras deste agente secreto. Matt Damon é de novo Bourne, retomando o papel que o revelou como actor de filmes de acção, acompanhando de um elenco de grandes actores onde se incluem os repetentes Brian Cox, Chris Cooper, Julia Stiles, Joan Allen e os "novos" David Strathairn, Albert Finney, Daniel Bruhl, Scott Glenn, Paddy Considine

A estreia está prevista para 3 de Agosto próximo. Eu lá estarei.

10 julho 2007

I Am Megatron!



E lá fui eu mais um vez fazer uma visitinha ao cinema, desta vez para ver o tão esperado blockbuster "Transformers". Eu tenho de confessar que ia um pouco de pé atrás, realizado por quem é. Só o espectro do Steven Spielberg me deu alguma confiança. Tal como muita gente da minha geração, eu não perdia um episódio destes desenhos animados naqueles saudosos sábados de manhã, mas já foi há tanto tempo que eu não me recordava muito bem da estória. Agora os bonecos, isso sim, ficaram na minha "petit memoire" (afinal ainda era uma petiz). E posso dizer com toda a certeza que os Autobots e Decepticons criados para o filme estão muito, muito bem feitos. Apesar de terem levado um upload, ainda nos fazem recordar daqueles rascunhos que víamos na TV. A nível de adaptação está óptimo, com uns efeitos especiais excelentes - da georgiana Industrial Light & Magic.



Eu não falei da estória porque, no fundo todos nos lembramos do básico: a luta entre Autobots (os Bons) e Decepticons (os Maus) para se apoderarem do Cubo e dominarem o Espaço, apanhando-nos, nós humanos, pelo meio e em risco de extinção. O filme não passa muito disto, inserindo uns pequenos pormenores em torno da linha principal, mas poucos.

O realizador esteve muito bem, tenho de admitir. Ele para este tipo de filmes tem jeitinho - os elementos clássicos do filme lá tinham de estar: o herói (ou neste caso mais um anti-herói), a rapariga, a catástrofe que os une...bla bla bla - mas o facto de incluir uma memória de infância tão querida muda um pouco a visão e mesmo que a estória não seja nada do outro mundo, faz-nos passar um bom bocado (cerca de 145 minutos) "walking down Memory Lane".

Teve presenças muito engraçadas de vários actores, nomeadamente o pequeno momento do actor Bernie Mac, e inesperadas - pelo menos para mim, que li pouco sobre o filme antes de o ver - como o John Turturro. O actor principal Shia LeBeouf tem aqui um dos primeiros papéis principais da sua carreira, após várias intervenções em séries americanas e alguns papéis secundários em filmes de alguma projecção. Penso que, e como se tem vindo a dizer, o rapaz tem futuro, mas só o tempo o dirá. Pelo menos a nível de aparência faz o meu género, veremos se tem oportunidade de mostrar mais os seus dotes de actor (vou esperar expectante a sua prestação no novo Indiana Jones).

Uma nota ainda, para a voz de Optimus Prime, que é feita no filme pela mesma pessoa que a fez nos desenhos animados originais (na versão americana, claro está) e a de Megatron, pelo grande actor Hugo Weaving.


Para mim, é já um dos filmes de 2007 e aconselho a ver em Sala de Cinema.

06 julho 2007

Um tesourinho

Descobri ontem ao vivo (pois já tinha ouvido gravações de algumas músicas deles) os Linda Martini.
São uma nova banda portuguesa, que canta em Português e tem um som muito bom. Só posso dizer que fiquei muito bem impressionada. Gostei bastante do quanto se deram em palco, apesar de não estarem a actuar num local privilegiado para este tipo de concertos e haver muitas pessoas de passagem. No entanto fiquei impressionada por terem tanta gente que os adora e que conhecia todas as músicas que tocaram, apesar de não a nível geral não serem muito conhecidos - tenho a impressão que apenas a antena 3 é que passa alguma coisa deles.
Parece-me que têm futuro e ainda bem!



Para mais informação:

http://www.myspace.com/lindamartini

01 julho 2007

WTF???


Ontem começou o act 1 do Festival SuperBock SuperRock. Eu - e penso que a maioria das pessoas que lá se deslocaram - fui para ver Metallica, mas também conhecia Satriani e sinceramente gostei bastante do concerto que deu. Muito bom. Mas já lá irei.

Não sei qual o problema no primeiro dia deste festival, mas o que é certo é que isto já não é a primeira vez que acontece. Demorei uma hora, aproximadamente (mais para mais do que para menos) para entrar no recinto - UMA HORA!! Estava uma confusão!
Depois, dentro do recinto é que foi o melhor (para o comer, estavam as filas do costume, mas acho que isso já é crónico...). Eu gostava de saber quem teve a brilhante ideia de colocar um gradeamento fixo a meio do recinto de forma transversal - ou seja, paralelo ao palco, dividindo a plateia em 1ª plateia e 2ª plateia. Aquele gradeamento foi o cabo dos trabalhos para quem queria ir para a frente ou para trás, uma vez que, além desse gradeamento, havia outra separação que ia da barraca das luzes e som até ao gradeamento fixo, o que nos obrigava a dar a volta ou por trás dessa cena, ou então tentar a nossa sorte lá à frente...enfim foi uma confusão que só provocou mais confusão e muitas provocações - sabemos muito bem que este tipo de bandas trás muita gente mais virada para os problemas e violência e era o que eu estava mesmo a ver que ia acontecendo ao pé de mim, após várias ameaças verbais... Durante o concerto de Satriani 'tava-se muito bem, sem problemas. Agora, enquanto esperávamos por Metallica começou a confusão, que se prolongou até depois deles começarem a tocar, o que me estragou um bocado o concerto. Felizmente lá se acalmaram e pude apreciar decentemente esse grande espectáculo.

Bem, o primeiro concerto que vi foi o de Joe Satriani, e apesar de não ter qualquer espectáculo de luzes de relevância, ele também não precisou de nada disso. A sua qualidade técnica e musical eram mais que suficientes. Depois de ouvir várias opiniões que demonstravam um certo desagrado por o terem posto a tocar no mesmo dia de Metallica, penso que essas opiniões se dissiparam por completo, pois o que eu vi foi um público rendido à mestria deste guitarrista. Não posso comentar mais além disto, porque não conheço bem o seu trabalho - foi-me dado a conhecer há alguns anos pelo meu pai, um amante da guitarra, mas não me atraiu assim muito na altura, devo confessar.


Os Metallica foram iguais a si mesmos, não estavam só ali para fazer "mais um concerto", mas divertiram-se imenso connosco, o público Português, que estava ontem no seu melhor e não queria por nada deixá-los ir embora, tendo direito a 2 encores e a um fim fantástico com Seek and Destroy, para não falar no espectáculo pirotécnico em One.

Eis a setlist:
Creeping Death (Ride the Lightning)
For Whom The Bell Tolls
Ride The Lightning (Ride the Lightning)
Disposable Heroes (Master of Puppets)
The Unforgiven (Metallica)
...And Justice For All (...And Justice For All)
The Memory Remains (Metallica)
The Four Horsemen (Killem' All)
Orion (Master of Puppets)
Fade To Black (Ride the Lightning)
Master of Puppets (Master of Puppets)
Battery (Master of Puppets)
- - - -
Sad But True (Metallica)
Nothing Else Matters (Metallica)
One (...And Justice For All)
Enter Sandman (Metallica)
- - - -
Am I Evil? (Garage Inc.)
Seek and Destroy (Killem' All)

Com um conjunto de músicas como este, penso que dá para ter uma ideia de como foi o concerto. Eu apenas posso falar por mim: fartei-me de cantar e abanar o capacete!
Para a próxima lá estarei!



P.S.: Só mais uma nota. Mas que raio de estória é esta de começar concertos às quatro da tarde??? Compreendo, que devido à existência de apenas 1 palco se tivesse que condensar todas as bandas, mas quatro da tarde??? Presumo que a afluência a esses concertos iniciais não tenha sido muito grande...

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Links:

http://www.superbock.pt/SuperMusic/SBSR/
http://www.metallica.com/
http://www.satriani.com/2004/

29 junho 2007

Previews

Hitman



American Gangster



Michael Clayton



Hot Fuzz

28 junho 2007

Pedras Rolantes



Só os Rolling Stones para me arrastarem para "território inimigo", ou seja, Estádio do Dragão e ontem, Estádio de Alvalade.
No Dragão fiquei mesmo em cima do palco para poder ver os velhinhos mais de perto - e já me estava a passar com o raio do Mick Jagger que não parava um minuto para me deixar tirar uma fotozita :|
Ontem optámos por ficar atrás para poder apreciar melhor o espectáculo visual, que é bastante bom, diga-se de passagem.
Em relação à performance, que dizer?? São sexagenários, mas estão aí para as curvas no que diz respeito ao fôlego musical. Além do incansável Mick que correu - de novo - o palco de lés a lés, Ronny, Keith Richards e Charlie Watts (o único que parece um deslocado no meio de tudo!) não ficaram nada atrás, com excelentes prestações, e a presentearem-nos com momentos muito blues, que fiquei com pena de não terem durado um pouco mais.
Desta vez, o Mr. Jagger estava a falar mais português, com uma bela pronúncia, diga-se de passagem, mas tenho a impressão a nossa Ana Moura teve algo a ver com isso, ela que fez um pequeno dueto com Mick Jagger - não me perguntem é pela música, porque eu não sou assim tão grande fã dos Stones quanto isso. Mas foi bem, muito bem :)
A meio do dia de ontem noticiavam que apenas metade dos lugares disponíveis estavam vendidos, mas a mim pareceu-me uma casa bem apetrechada, apesar de não estar esgotada. O público português é de facto o maior e ontem não se deixou ficar mal, como de costume.

Depois disto, fico surpreendida de, na minha vida, ter tido a oportunidade de ver os Stones ao vivo, duas vezes, quando pensava que isso já não iria acontecer - e mais ainda a minha mãezinha, ela sim uma grande fã e que também viu os Stones nestas duas últimas visitas.

Provavelmente eles já não virão mais a Portugal, infelizmente, mas aconselho vivamente a verem o concerto desta tour se já existir em DVD, porque vale mesmo a pena.

26 junho 2007